quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Help the World - COP15 - COPENHAGEN UNITED NATIONS CLIMATE CHANGE CONFERENCE 2009

Neste post gostaríamos de salientar a importância da Cimeira de Copenhaga em que os ministros do Ambiente estão reunidos para a conferência do clima das Nações Unidas. O objectivo é “encontrar” um substituto para o Protocolo de Quioto, que termina em 2012, com a partilha de encargos e responsabilidades entre os estados mais industrializados.



Esta é mais uma oportunidade que todos temos de evitar efeitos irreversíveis sobre o clima da Terra. Milhares de delegados de 192 países começaram os trabalhos a assistir à projecção de um filme: http://www.youtube.com/watch?v=NVGGgncVq-4&feature=player_embedded (acerca das consequências catastróficas do aquecimento no Planeta e os efeitos terríveis desta doença de que a Terra padece, chamada aquecimento global.

Segundo Yvo de Boer, secretário executivo da United Nations Framework Convention on Climate Change (UNFCCC), as questões mais importantes para alcançar um acordo são:

Qual o montante de emissões que os países industrializados estão dispostos a cortar?
O que estão dispostos a fazer os principais países em desenvolvimento, como a China e a Índia, para limitar o aumento das suas emissões?
Que ajuda precisam os países em desenvolvimento para reduzir as emissões e adaptarem-se aos impactos das alterações climáticas?
Como é que o dinheiro vai ser gerido?
Como alertava sugestivamente uma ex-ministra do ambiente do Brasil é preciso lembrar que a natureza tem uma estrutura feminina: não se sabe defender mas sabe vingar-se como ninguém…

Neste sentido, toda a problemática ambiental ocupa as preocupações de governantes, empresários, técnicos e também deverá ser uma preocupação crescente de todos nós. Na verdade, devemos todos ser cidadãos de uma nova sociedade, cada vez mais preocupada com o frágil equilíbrio ecológico do nosso planeta.

Face ao exposto, muita coisa está por fazer e aprender, quer a nível de cumprimento de normas ambientais, bem como de procedimentos sancionatórios e responsabilidade civil, penal e/ou administrativa e esta consciencialização é crucial. Decerto que todos concordarão que um ambiente ecologicamente equilibrado é um direito fundamental da pessoa humana e uma referência numa sociedade justa e economicamente saudável.


http://en.cop15.dk/

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Portugal, o País do Subsídio

Os Portugueses estão habituados a ver o estado como seu Pai, aproveitando-se muitas das vezes ilegitimamente dos apoios prestados (rendimento mínimo garantido, subsídios para tudo e mais alguma coisa e com alguma sorte uma casa e uma máquina de lavar - caso particular de Gondomar).

Será que os portugueses são aproveitadores por natureza ou por outro lado, será que o facilitismo e a falta de fiscalização são os culpados desta situação? Parece-me que este dilema é bem mais simples do que o famoso dilema da galinha e do ovo. O culpado, a meu ver, é nitidamente o governo e a forma como implementou essas medidas. Pois, na verdade, se alguém tiver a oportunidade de não trabalhar e obter rendimentos vai aproveitar com certeza.

Para não correr o risco de ser mal interpretado vou salientar que, obviamente, não há ninguém minimamente sensato que esteja contra ajudar quem precisa. O problema está quando essas ajudas são dirigidas a pessoas que não precisam e/ou se aproveitam das mesmas.

Quem é que nunca ouviu falar do gajo que recebe rendimento mínimo garantido, recebe por fora duns biscates e não paga renda, agua ou luz? Acham que são poucos? Quem paga isso és TU!

Concordo plenamente com os subsídios e com as mais variadas ajudas mas com uma forte fiscalização. Concordo que quem realmente precisa deve ate receber mais, mas discordo frontalmente da forma como esses apoios são distribuídos hoje em dias pois não quero estar a trabalhar para os outros, tu queres?

sexta-feira, 3 de abril de 2009

A Vida em Pleno


Diariamente criticamos o destino: "Porque foi este homem arrebatado a meio da carreira? E aquele, porque não morre, em vez de prolongar uma velhice tão penosa para ele como para os outros?" Diz-me cá, por favor: o que achas tu mais justo, seres tu a obedecer à natureza ou a natureza a ti? Que diferença faz sair mais ou menos depressa de um sítio de onde temos mesmo de sair? Não nos devemos preocupar em viver muito, mas sim em viver plenamente; viver muito depende do destino, viver plenamente, da nossa própria alma. Uma vida plena é longa quanto basta; e será plena se a alma se apropria do bem que lhe é próprio e se apenas a si reconhece poder sobre si mesma. Que interessa os oitenta anos daquele homem passados na inacção? Ele não viveu, demorou-se nesta vida; não morreu tarde, levou foi muito tempo a morrer! "Viveu oitenta anos!". O que importa é ver a partir de que data ele começou a morrer. "Mas aquele outro morreu na força da vida". É certo, mas cumpriu os deveres de um bom cidadão, de um bom amigo, de um bom filho, sem descurar o mínimo pormenor; embora o seu tempo de vida ficasse incompleto, a sua vida atingiu a plenitude.
"Viveu oitenta anos". Não, existiu durante oitenta anos, a menos que digas que ele viveu no mesmo sentido em que falas na vida das árvores. Peço-te insistentemente, Lucílio: façamos com que a nossa vida, à semelhança dos materiais preciosos, valha pouco pelo espaço que ocupa, e muito pelo peso que tem. Avaliemo-la pelos nossos actos, não pelo tempo que dura. Queres saber qual a diferença entre um homem enérgico, que despreza a fortuna, cumpre todos os deveres inerentes à vida humana e assim se alça ao seu supremo bem, e um outro por quem simplesmente passam numerosos anos? O primeiro continua a existir depois da morte, o outro já estava morto antes de morrer! Louvemos, portanto, e incluamos entre os afortunados o homem que soube usar com proveito o tempo, mesmo exíguo, que viveu. Contemplou a verdadeira luz; não foi um como tantos outros; não só viveu, como o fez com vigor.

Séneca, in 'Cartas a Lucílio

sexta-feira, 20 de março de 2009

O que mudou na Casa Branca...



A vida é simples, nós é que a complicamos....

Sherlock Holmes e Watson vão acampar.

Montam a tenda e, depois de uma boa refeição e uma garrafa de vinho, deitam-se para dormir.
Algumas horas depois, Holmes acorda e diz para o seu fiel amigo:

-- Meu caro Watson, olhe para cima e diga-me o que vê.

Watson responde:
-- Vejo milhares e milhares de estrelas.

Holmes, então, pergunta:
-- E o que isso significa?

Watson pondera por um minuto, depois enumera:
1. Astronomicamente, significa que há milhares e milhares de galáxias, e, potencialmente, biliões de planetas.
2. Astrologicamente, observo que Saturno está em Leão e teremos um dia de sorte.
3. Temporalmente, deduzo que são aproximadamente 03 horas e 15minutos pela altura em que se encontra a Estrela Polar.
4. Teologicamente, posso ver que Deus é todo-poderoso e somos pequenos e insignificantes.
5. Meteorologicamente, suspeito que teremos um lindo dia.
Correcto?

Holmes fica um minuto em silêncio e diz:
-- Fodssss... Watson, não vês que nos gamaram a puta da tenda?!!...




Moral da história: A vida é simples, nós é que a complicamos.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Flexibilização do mercado de trabalho

Cada vez que o governo quer alterar as leis laborais há greve geral em Portugal. E é compreensível que assim seja pois todos queremos segurança no trabalho e direito as benesses providenciadas pelas politicas sociais as quais já estamos habituados.

O mercado de trabalho tem de se tornar mais competitivo a nível Europeu e mundial neste mundo globalizado em que vivemos, e não vamos conseguir isso se continuarmos a ter esta política de ''empregos para a vida'', cujo principal resultado é a precariedade no trabalho pois as empresas optam por contratos a prazo e pelos falsos recibos verdes, situação em que se encontram 30% dos trabalhadores em Portugal. Temos de promover a empregabilidade (mais formação e especialização) e a mobilidade, dando primazia da segurança no emprego sobre a segurança num emprego específico.

A economia não é estática mas sim dinâmica e funciona por ciclos. Ciclos de maior crescimento, em que a procura, consumo e os salários aumentam, e de menor crescimento, onde essas variáveis diminuem. Nas empresas esses ciclos reflectem-se em mais e menos vendas e produção. O que significa que em período de crescimento vão precisar de mais trabalhadores e em períodos de recessão de menos.
Não podendo despedir baseado no facto de simplesmente não ter trabalho para todos, pois tem elevados custos que também inviabilizam a decisão, as empresas vão ter custos acrescidos o que no limite pode levar a inviabilidade da empresa e consequente falência, levando todos os trabalhadores para o desemprego em vez de só irem alguns.
Se o mercado de trabalho fosse mais flexível a empresa poderia dispensar os trabalhadores a mais, ficando com os mais produtivos, claro. E o mais importante é que flexibilidade no despedimento leva a flexibilidade de empregamento.
Não convém esquecer que os ciclos que falei a pouco podem ser de curta ou longa duração, podendo durar vários anos. Esses ciclos também afectam determinadas áreas ou sectores económicos de forma diferente muitas vezes de forma oposta.

Acho que é essencial uma reforma profunda das nossas leis laborais (com os devidos apoios sociais), de maneira a se tornarem actuais e adaptadas a realidade que hoje vivemos.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Caso prático de Gestão: Como gerir um ordenado de 1000€

Encriptação / Segurança


Por motivos de segurança, foi recomendado em Alvalade, pelo Responsável do Departamento de Informática, que todas as referências ao clube fossem alteradas para alfa-numéricas. Sendo assim, apresentamos de antemão os novos cachecóis do Sporting CP. (disponíveis nos postos de venda habituais, para envio via CTT para Munique tem o acréscimo de 7€)

terça-feira, 10 de março de 2009

quinta-feira, 5 de março de 2009

"Não pretendemos que as coisas mudem se sempre fazemos o mesmo" - Albert Einstein

"A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise
traz progressos.. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite
escura.

É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias.

Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar superado.

Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e
respeita mais aos problemas do que as soluções.

A verdadeira crise é a crise da incompetência.

O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontraras saídas e
soluções fáceis.


Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem
crise não há mérito..



É na crise que se aflora o melhor de cada um.


Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo.



Em vez disso, trabalhemos duro.



Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer
lutar para superá-la"

Albert Einstein

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Bitaites do Alberto


O objectivo desta mensagem é reunir comentários proferidos por este grande maluco ou apenas situações caricatas nas quais esteja envolvido. Para tal vou precisar da vossa ajuda (adicionem a comentários)
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"Há aqui uns bastardos na comunicaçao social do continente...eu digo bastardos para não ter que lhes chamar filhos da puta ..." (Diário de Notícias, 5 junho 2005)
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Jornalista - "O que pensa sobre o aborto?"
Alberto - "Considero-o um péssimo 1º ministro e está a governar muito mal o País"

Porque é que os Arabes só estão bem a arrebentar???

Em nome da religião muitas declarações de guerra foram proferidas e deve ser com certeza dos principais fenómenos directamente ligados ao nascimento dos mais importantes e grandiosos conflitos e confrontos de toda a história da humanidade.

Não consigo entender como é possível, hoje em dia, ainda existirem fanáticos que estão dispostos a dar a sua vida em nome de uma divindade abstracta ou de qualquer outro tipo de crenças e rituais transcendentais.

A religião, ainda hoje, tem um papel importante e positivo na medida em que, normalmente, possui um sistema de crenças baseado em princípios morais louváveis. Mas a partir do momento em que o homem alcança um nível intelectual e tecnológico que lhe permite compreender a maioria dos fenómenos naturais, outrora explicados pelo mundo sobrenatural, a religião ou o fanatismo religioso deixa de fazer sentido, deixando apenas espaço para a religião sobe a forma de princípios morais, fenómeno social e associada à tradição.

Seguindo esta linha de raciocínio a razão do nascimento das religiões é essencialmente a ignorância perante fenómenos inexplicáveis.

Por estas razões não consigo entender como é que os povos islâmicos ainda falam em guerra santa, na morte aos infiéis e fazem um atentado por motivos insignificantes como a publicação de um carton cómico sobre Maomé... Felizmente a igreja católica, apesar de retrograda, é hoje em dia muito menos fundamentalista.

''Eu nunca li o Alcorão mas deve estar lá escrito que se um jovem muçulmano que aos 18 anos ainda não tenha rebentado com nada, deve estar a faltar ao respeito ao Maomé ou ao Buda'' (Gato Fedorento - O Gaijo de Alfama)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Pensamentos do dia... e da noite!!! (para descontrair, não pode ser só "bota'baixo")

O sexo é como uma estação de serviço:
às vezes recebe-se um serviço completo;
outras vezes tem que se pedir para se ser atendido
e há vezes em que temos que nos contentar com o self-service!

Uma mulher é como um soalho flutuante:
Se for bem montada pode ser pisada durante mais de 30 anos.

As calorias são pequenos animais que moram nos roupeiros e que durante a noite apertam a roupa das pessoas.

Os problemas do nosso país são essencialmente agrícolas:
excesso de nabos, falta de tomates e muito grelo abandonado.

O trabalho fascina-me tanto que, às vezes, fico parada a olhar para ele.

O Casamento é um relacionamento a dois, no qual uma das pessoas está sempre certa e a outra é o MARIDO!

A mulher está sempre ao lado do homem, para o que der e vier; já o homem, está sempre ao lado da mulher que vier e der.

Se fores chata as tuas amigas, perdoam;
Se fores agressiva as tuas amigas, perdoam;
Se fores egoísta as tuas amigas, perdoam;
Agora experimenta ser magra e linda!
Tás f……..a!

O amor é como a gripe, apanha-se na rua, resolve-se na cama!
A falta de sexo provoca amnésia e outras merdas que agora não me lembro!...

Angola é um país geométrico: é rectangular e tem problemas
bicudos discutidos em mesas redondas, por bestas quadradas!

A diferença entre Angola e a República Checa é que esta tem o Governo em Praga e Angola tem a praga no Governo.

Não procures o príncipe encantado. Procura, antes, o lobo mau: ouve-te melhor, vê-te melhor e ainda te come.

Toda a gente se queixa de assédio sexual no local de trabalho.
Ou isto começa a ser verdade ou então despeço-me!!!

A mulher do amigo é como a bota da tropa; também marcha!

O cérebro é um órgão maravilhoso. Começa a trabalhar logo que acordamos e só pára quando chegamos ao serviço.

O teu computador é como uma carroça: tem sempre um burro(a) à frente!!!

As hierarquias são como as prateleiras, quanto mais altas mais inúteis.

Os trabalhadores mais incapazes são sistematicamente promovidos para o lugar onde possam causar menos danos: a chefia.

Qual a diferença entre uma dissolução e uma solução?
Uma dissolução seria meter um político num tanque de ácido para que se dissolva.
Uma solução seria metê-los a todos.

Chocolate não engorda, quem engorda é você...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Façamos de conta.....

Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.

Precisa-se de matéria prima para construir um País....

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, lips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos ....e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país:
- Onde a falta de pontualidade é um hábito;
- Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
- Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.
- Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
- Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.
- Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.
- Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.
- Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
- Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.
Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não. Não. Não. Já basta.
Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.
Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTICE PORTUGUESA' congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...
Fico triste.
Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
E não poderá fazer nada...
Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror?
Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados!
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada Poderá fazer.
Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.
Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:
Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, somos tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.
E vocês, o que pensam?.... *MEDITEM*!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O Petróleo

O petróleo ou o chamado diamante negro, outrora abundante, encontra-se cada vez mais escasso e é estimado que dentro de num prazo não superior a 10-20 anos venha a terminar por completo. Esta situação pode levar a consequências terríveis se, quando terminar, não existir outro combustível amplamente implementado que possa assegurar as crescentes necessidades energéticas. O que se passa é que o petróleo fora da OPEP já se encontra quase extinto e em relação ao petróleo OPEP disponível ninguém sabe ao certo a quantidade já que essa informação é considerada ''segredo de estado'', em particular do proveniente do Médio Oriente sendo que este representa o principal abastecedor mundial de petróleo.

Imaginem que de um momento para o outro o petróleo acabava!!!
Isto é mais grave do que aparenta, significa que deixamos de ter electricidade nas nossas casas, alimentos disponíveis no supermercado, significa que o mundo pára de repente com todas as implicações que isso acarreta...

Acho extremamente interessante a coincidência temporal do fim desse fantástico recurso que tanto contribuiu para o desenvolvimento do mundo inteiro (ou de certas partes do mesmo) e da crescente necessidade de pôr um ponto final no consumo de combustíveis fósseis dado que estamos muito perto do ponto de não retorno, a partir do qual será impossível (se já não o é) evitar a desertificação de grandes partes do planeta, tempestades nunca antes vistas e outros graves fenómenos ambientais que poderão mudar irremediavelmente o nosso planeta.

É fantástico, parece que a própria terra se auto-regula disponibilizando uma determinada quantidade de petróleo que no limite não irá (esperamos), através do seu uso, danificar irremediavelmente o estado do planeta. Claro que temos outros importantes combustíveis fósseis, como o carvão e o gás natural, que ainda existem em abundância, mas dada a sua natureza não conseguem de maneira alguma substituir o petróleo com fonte de energia principal e ainda bem. Se ainda houvesse bastante petróleo disponível, apesar das grandes ameaças que a sua utilização representa para o ambiente, não deixaria de ser usado devido aos inúmeros interesses instalados com a agravante da recente ''sede'' de petróleo de países como a China e a Índia, que outrora não utilizavam este recurso, mas que agora, como o rápido desenvolvimento e com taxas de crescimento na ordem dos 20%, começam a massificar o uso do automóvel fazendo disparar o consumo do mesmo.

Como se sabe os combustíveis fósseis fazem aumentar a temperatura do planeta, o que por sua vez faz derreter o gelo dos pólos e aumentar o nível dos oceanos inundando grande parte do planeta e tornando outras zonas inabitáveis devido a desertificação. E estas são apenas as consequências mais directamente perceptíveis. Esperemos que a mudança energética ocorra rapidamente, que o homem se torne uno com a natureza e a respeite, que se desenvolvam energias amigas do ambiente, que seja massificada a reciclagem e que seja possível um necessário desenvolvimento sustentável.