quinta-feira, 19 de março de 2009

Flexibilização do mercado de trabalho

Cada vez que o governo quer alterar as leis laborais há greve geral em Portugal. E é compreensível que assim seja pois todos queremos segurança no trabalho e direito as benesses providenciadas pelas politicas sociais as quais já estamos habituados.

O mercado de trabalho tem de se tornar mais competitivo a nível Europeu e mundial neste mundo globalizado em que vivemos, e não vamos conseguir isso se continuarmos a ter esta política de ''empregos para a vida'', cujo principal resultado é a precariedade no trabalho pois as empresas optam por contratos a prazo e pelos falsos recibos verdes, situação em que se encontram 30% dos trabalhadores em Portugal. Temos de promover a empregabilidade (mais formação e especialização) e a mobilidade, dando primazia da segurança no emprego sobre a segurança num emprego específico.

A economia não é estática mas sim dinâmica e funciona por ciclos. Ciclos de maior crescimento, em que a procura, consumo e os salários aumentam, e de menor crescimento, onde essas variáveis diminuem. Nas empresas esses ciclos reflectem-se em mais e menos vendas e produção. O que significa que em período de crescimento vão precisar de mais trabalhadores e em períodos de recessão de menos.
Não podendo despedir baseado no facto de simplesmente não ter trabalho para todos, pois tem elevados custos que também inviabilizam a decisão, as empresas vão ter custos acrescidos o que no limite pode levar a inviabilidade da empresa e consequente falência, levando todos os trabalhadores para o desemprego em vez de só irem alguns.
Se o mercado de trabalho fosse mais flexível a empresa poderia dispensar os trabalhadores a mais, ficando com os mais produtivos, claro. E o mais importante é que flexibilidade no despedimento leva a flexibilidade de empregamento.
Não convém esquecer que os ciclos que falei a pouco podem ser de curta ou longa duração, podendo durar vários anos. Esses ciclos também afectam determinadas áreas ou sectores económicos de forma diferente muitas vezes de forma oposta.

Acho que é essencial uma reforma profunda das nossas leis laborais (com os devidos apoios sociais), de maneira a se tornarem actuais e adaptadas a realidade que hoje vivemos.

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